Governo de SP lança programa de saúde para professores

15/02/2011 - 22h18

 

DE SÃO PAULO
A Secretaria da Educação de São Paulo lançou nesta terça-feira o programa "SP Educação com Saúde", que deve oferecer assistência médica preventiva a servidores da educação no local de trabalho.
O programa será feito em parceria com o Iamspe (hospital do servidor) e a Casa de Saúde Santa Marcelina, e conta com investimento de R$ 27 milhões.
Cada diretoria de ensino terá uma equipe formada por um médico, dois enfermeiros, um nutricionista, um psicólogo, um fisioterapeuta, um fonoaudiólogo e uma assistente social.
O projeto piloto será implantado nas 13 Diretorias de Ensino da capital, somando 1.058 escolas e beneficiando 65 mil funcionários. Ainda não há previsão de quando o programa chegará às unidades do interior.
Segundo o secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, o objetivo principal é "humanizar a rede" e, como consequência, diminuir o número de afastamentos de servidores.
Reportagem da Folha publicada no ano passado mostrou que, a cada dia, um professor da rede pública pede afastamento por até dois anos. Os motivos mais recorrentes são problemas nas cordas vocais, na coluna e psicológicos.
Segundo o chefe de gabinete da pasta, Fernando Padula, em 2010 houve cerca de 200 mil pedidos de afastamentos no órgão --porém, um servidor pode ter tido mais de uma licença no ano.
CRÍTICAS
A presidente da Apeoesp (sindicato dos professores do Estado), Maria Izabel Noronha, disse considerar a iniciativa boa, mas insuficiente para evitar que o professor se licencie porque não ataca a "raiz" dos problemas que o levam a ficar doente.
Na lista das causas, a presidente coloca o estresse vivido pelo professor no seu cotidiano --expostos a violência-- e problemas na voz por, lidar com classes numerosas e os "milenares" giz e lousa.
Além disso, ela cita a grande carga horário que o profissional enfrenta diariamente e a má remuneração.
"Como o professor terá uma qualidade de vida com um tíquete [alimentação] de R$ 4. Eu até desafio o governador a comer com R$ 4".
(Fonte: Folha)

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