Governo de SP anuncia aumento de 13,8% para professores

11/05/2011 - 13h28


Karina Yamamoto
Editora do UOL Educação
Em São Paulo

Atualizado às 18h16

O governador Geraldo Alckmin anunciou aumento de 13,8% no salário-base dos professores da rede estadual paulista na manhã desta quarta (11). Os vencimentos iniciais - para uma jornada de 40 horas semanais -- serão de R$ 1.894 contra os R$ 1.665 atuais.
Os docentes devem receber o reajuste a partir de 1º de julho.

A proposta, que será enviada à Assembleia Legislativa, também regulamenta aumentos salarias para os próximos anos: 10,2% em 2012, 6% em 2013 e 7% em 2014 -- percentuais que serão sempre aplicados sobre o salário do profissional iniciante.

No total, segundo o governador, 374.884 professores serão beneficiados e, para isso, o governo estadual irá desembolsar R$ 824 milhões.

Fim das gratificações, manutenção do bônus

Alckmin também anunciou que vai incorporar a GG (Gratificação Geral) ao salário do professorado paulista -- são cerca de R$ 90 a mais. Acabar com gratificações e incorporar seus valores ao salário é uma antiga reivindicação dos professores.
O aumento salarial não leva em conta a incorporação da GAM -- foram 5% no ano passado, mais 5% em maio deste ano e estão previstos mais 5% em 2012.
O bônus e a valorização por mérito são programas que continuarão a existir e serão "aperfeiçoados", segundo o governador. Não foi divulgada a data de divulgação das novas regras. Esse é um ponto de embate entre o governo e os sindicatos de professores.

Menos burocracia

O governador, que fez o anúncio em conjunto com os secretários de Educação e Gestão, também divulgou a criação de 10.000 cargos -- de agentes escolares e gerentes escolares.  Os gerentes escolares terão a função de auxiliar os diretores nas "tarefas de pátio", deixando os gestores mais livres das burocracias e com mais tempo para cuidar das questões de ensino e aprendizagem.
A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, disse que a proposta do governo é uma boa sinalização "para começar a negociação". A categoria reivindicava 37,6% de reajuste ainda em 2011 -- o governo propõe 42,2% ao longo dos quatro anos de mandato. "Também precisamos saber como vai ficar a questão da data-base de reajuste, que é março". A dúvida da professora é se os próximos reajustes serão em julho, como este.

Nenhum comentário:

Postar um comentário