Empresas do ABC terão R$ 5 bilhões para empréstimos

Anúncio foi feito durante reunião do Consórcio Intermunicipal Grande ABC
As micro e pequenas empresas da região terão R$ 5 bilhões disponíveis para empréstimos, a serem aplicados em capital de giro, com recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e repassados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco do Brasil. O anúncio foi feito pelo presidente de Sebrae, Guilherme Afif Domingos, durante a 75ª assembleia de prefeitos, realizada na manhã desta segunda-feira (6), na sede do Consórcio Intermunicipal Grande ABC. O prefeito de São Bernardo e presidente da instituição participou do encontro.
De acordo com Afif, a ação, que começa pelas empresas do ABC, será levada depois para outras cidades da região metropolitana. “Aqui (ABC), por ser uma região industrial, reflete no que acontece no resto do País”, disse.
Para ser contemplada, a empresa tem que firmar compromisso de não demitir nenhum funcionário durante um ano. Aquelas com mais de 10 empregados, devem ter pelo menos um aprendiz no quadro de funcionários.
Os créditos estarão disponíveis a partir do 1º Feirão de Crédito do ABC, que será lançado dia 17 de junho, em local ainda a ser divulgado. “É uma oportunidade para as empresas se reestruturarem e se prepararem para novas oportunidades de mercado”, afirmou Afif. O Feirão é resultado de parceria entre o Consórcio, a Agência de Desenvolvimento Econômico e o Sebrae.
A proposta do evento é orientar, por meio de palestras, a tomada consciente de crédito, além de apresentar as linhas de recursos disponibilizadas pelas instituições financeiras e promover rodadas de negócios e diagnósticos sobre empreendimentos.
Outro destaque da reunião dos prefeitos foi o Seminário Internacional e Governança Regional: Diagnósticos e Perspectivas. O evento será realizado dias 8 e 9 de junho no campus São Bernardo da Universidade Federal do ABC (UFABC) e vai discutir a elaboração do Plano Diretor Regional do ABC (PDR-ABC) e do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) da Grande São Paulo.
Em maio, o prefeito de São Bernardo foi eleito presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo. A liderança do órgão permite à região uma posição de destaque para formular propostas de interesse das sete cidades junto ao Plano Metropolitano.

Mensagem Vera da Apeoesp

educação e Saúde unidas contra o corte de verbas

Professoras e professores contra a cultura do estupro

Escrito por: Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel)

Por: Portal CUT - 02.06

O estupro coletivo de 33 homens contra um menor de 16 anos no Rio de Janeiro reacendeu na sociedade um debate que deveria ser permanente, pois a cultura do estupro está presente no cotidiano e provoca, em média, um caso a cada 11 minutos no Brasil, de acordo com levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Dados oficiais das secretarias estaduais da Segurança Pública indicam a ocorrência de pelo menos 47.646 estupros em 2014. Em 2015 foram 51.090 ocorrências, incluindo crimes cometidos contra menores de 14 anos.
A luta contra a cultura do estupro, a misoginia, o machismo e contra toda forma de opressão é nossa, de professoras e professores. Nossa categoria é composta por uma maioria de 84% de mulheres. Mesmo assim, prepondera entre nós o machismo, que oprime e desqualifica a nós, mulheres.
O crime ocorrido no Rio de Janeiro chamou a atenção e provocou ampla cobertura da mídia por ter sido cometido contra uma menor, por envolver um número assustador de criminosos e pelo fato de terem os próprios criminosos publicado imagens do fato nas redes sociais, movidos pela convicção da impunidade. Isto vem permitindo, inclusive, a identificação de vários suspeitos. O estupro praticado por um homem contra um único ser humano já constitui crime hediondo. Imaginem 33 marmanjos se aproveitando de uma única mulher!!!
Os números mostram com clareza que a situação é gravíssima. Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro indicam que o estado teve média de 13 estupros por dia entre janeiro e abril deste ano. Todos os dias, 13 mulheres são estupradas no Estado do Rio de Janeiro – e, como vimos, a realidade de outros estados não é muito diferente. Uma rotina alarmante que, entretanto, não parece mobilizar a sociedade em busca de soluções.
Depois de sofrer tal violência, o drama das vítimas não cessa. A menor violentada no Rio de Janeiro relata os constrangimentos a que foi submetida na delegacia, onde três policiais, homens, buscavam descaracterizar o crime, tentando retirar-lhe a condição de vítima, como se ela tivesse provocado a situação por livre e espontânea vontade. O delegado Alessandro Thiers, inicialmente responsável pelas investigações, foi afastado pelas declarações que fez aos meios de comunicação sobre este caso. A nova delegada, Cristiana Bento, declarou que o crime está provado e já determinou a prisão de diversos suspeitos.
Podemos ver com clareza o tratamento que o Estado dispensa às mulheres vítimas de estupro. O delegado Alessandro Thiers é titular da Delegacia Especializada em Crimes de Informática, enquanto que a delegada Cristiana Bento pertence à Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). A troca só ocorreu devido às desastrosas declarações do delegado e à extensa cobertura da mídia. A realidade cotidiana, porém, é a de mulheres que têm que relatar seus casos a policiais homens (mesmo nas delegacias da mulher), são pressionadas e muitas vezes veem seus depoimentos serem descaracterizados e desqualificados.
Somos professores e professoras, não podemos nos calar. Não podemos nos omitir. A versão da vítima tem que ter crédito e deve, para além da punição do criminoso ou criminosos, ser levada em conta na elaboração de políticas que possam criar condições para a prevenção deste tipo de crime e redução progressiva, porém urgente, do número de casos de estupro e violência contra a mulher.
Nós, professoras e professores, temos muito a contribuir neste sentido. É preciso que essa questão seja objeto de aulas para nossos estudantes. Obviamente, a questão tem que ser abordada de forma adequada a cada faixa etária. O que não podemos é fazer de conta que o problema não existe, empurrar para baixo do tapete, nos omitir perante uma realidade dolorosa que pode vitimar qualquer mulher, a qualquer momento.
É função da família ensinar às crianças e aos adolescentes o respeito à mulher e o respeito mútuo que deve existir entre todas as pessoas, mas também é algo que precisa ser, sim, ensinado nas escolas. Não para substituir o papel da mãe e do pai, mas porque são questões que estão presentes no convívio social e cuja ausência tem provocado tragédias como a da menina do Rio de Janeiro e de milhares e milhares de outras vítimas anônimas. As consequências? Não sabemos, porque não existe um acompanhamento sistemático. Quantas meninas e mulheres puseram fim à própria vida ou sofrem de depressão e outras decorrências da violência que sofreram? A questão é social e assim deve ser tratada.
Infelizmente, o governo interino golpista de Michel Temer caminha na direção oposta. Primeiro, desmantelou a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República, que possuía status de Ministério, reduzindo-a a uma secretaria “pendurada” no Ministério da Justiça. Depois, para deixar clara a pouca importância que dá aos direitos e necessidades das mulheres, que constituem mais da metade da população brasileira, nomeou a senhora Fátima Pelaes, uma mulher conservadora que se opõe à realização de aborto mesmo nos casos de estupro, para chefiar aquela secretaria. Uma tragédia sem fim.
Esta luta é nossa. Basta de estupro, machismo, misoginia e toda forma de opressão contra nós, mulheres. Não vamos nos calar. Todos juntos, contra cultura do estupro! Visitem nossa comunidade no facebook: Professoras e professores na luta contra a cultura do estupro.

Escorpiões e pombo junto de merenda escolar em São Paulo

Escorpião encontrado no local onde estava armazenada a merenda que seria servida a estudantes


Em uma inspeção surpresa em 200 escolas no estado, fiscais do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo encontraram hoje (31) escorpiões e um pombo no mesmo ambiente em que estava a merenda que seria servida aos alunos de um dos estabelecimentos.

A operação também flagrou alimentos vencidos e estocados em salas mofadas. Detalhes da operação serão divulgados amanhã (1º).
A inspeção feita nesta terça-feira verificou a merenda oferecida aos alunos de escolas técnicas, estaduais, municipais e conveniadas. A ação foi feita em 200 unidades de 180 municípios paulistas, incluindo a capital, e ocorreu sem aviso prévio para as instituições.
Foram fiscalizadas a qualidade dos alimentos, a higiene do local e a origem dos produtos. Também foram verificadas a data de validade dos produtos, a quantidade oferecida e a situação das refeições e lanches. Os fiscais observaram ainda a limpeza e a segurança da cozinha, do refeitório e o estoque de produtos nas escolas.
CPI da Merenda
No último dia 25, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar fraudes em contratos firmados por cooperativas de agricultura familiar e empresas privadas que fornecem merenda. A ação de agentes públicos e políticos no esquema já é alvo de investigação pelo Ministério Público, na Operação Alba Branca.

Crítico gastronômico analisa a merenda das escolas de São Paulo

Um dos críticos gastronômicos mais reconhecidos do Brasil se alimentou durante uma semana da merenda que é servida nas escolas públicas do estado de São Paulo. O resultado, nada surpreendente, você confere a seguir...

Por: Portal Fórum - 22.05
“Na visão não é bom, no olfato também não, e no paladar… Está tudo errado. A ideia de comer isso todos os dias é aterrorizante! Eu não daria isso ao meu pior inimigo”
A declaração acima é de Jota Bê, um dos críticos gastronômicos mais reconhecidos do Brasil e que analisou a qualidade da merenda das escolas públicas do estado de São Paulo.
A iniciativa foi da Revista Trip, que convidou o crítico para vivenciar durante uma semana como é se alimentar com a comida oferecida aos adolescentes das escolas estaduais — isso quando ela existe.
Basta uma olhada rápida nos noticiários para saber que, além da péssima qualidade, a merenda escolar é também o centro de uma rede de corrupção: a máfia da merenda, que depois de muita pressão e ocupação por parte dos estudantes deve sair do papel e ser investigada em uma CPI.
Talvez as análises de um crítico gastronômico conceituado como o convidado pela revista dê voz a estas crianças que, há muito tempo, denunciam por meio das redes sociais o descaso do Estado para com a alimentação.
Um desses canais é a página do Facebook Diário da Merenda, em que estudantes de todo o estado compartilham o cardápio do dia.
Veja "A ideia de comer isso é aterrorizante" no Canal Trip TV: www.revistatrip.uol.com.br

Veja!!! Vera da Apeoesp


Audiência Pública - Dia 31 de maio - ALESP

Concentração dos Professores a partir das 11 horas

APEOESP - Manifestação conjunta da educação e da saúde

Convocamos todos os professores e professoras para participarem da manifestação conjunta que está sendo organizada pela APEOESP e pelas entidades do setor da saúde contra as medidas encaminhadas pelo governo interino de Michel Temer para reativar a Desvinculação das Receitas da União (DRU) e pelo fim da destinação de 50% do fundo social do pré-sal e 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde, além, de outras medidas que vem sendo estudadas, como a total desvinculação constitucional de recursos para a educação e saúde. A manifestação ocorrerá no dia 08/05, às 13 horas, no Viaduto Jacareí, 100, em frente à Câmara Municipal de São Paulo, no momento em que estará ocorrendo uma sessão conjunta das comissões de educação e de saúde naquela Casa.